Descrição
Para quem considerava a sua maneira de atuar excessivamente experimental um indício de que o grupo de teatro experimental 'Ói Nóis Aqui Traveiz' não entraria uma temporada a melhor resposta é a comemoração que está sendo utilizada pela existência número que o coloca entre as companhias mais antigas em atividade contínua na cidade. O 'Ói Nóis Aqui Traveiz' formou-se reunindo artistas das mais diversas áreas identificados com ideologia anarcopacifista e comprometido com pesquisa da linguagem teatral. Primeiro espaço do grupo foi um teatro na Rua Ramiro Barcelos que apresentou já em 1978 peças como 'A Divina Proporção' e 'A Felicidade Não Esperneia Patati-Patatá'. Procurando despertar o público ao invés de somente entretê-lo o grupo eliminou a distinção física existente entre o palco e a platéia tradicionais. Considerado pela crítica o fato mais importante ocorrido com o teatro gaúcho na década de 70. Grupo criou 'As Domésticas' de Genet e pequenas peças para a rua como 'Tcon' e 'Rosa de Hiroshima'. Em 86 o Ói Nóis Aqui Traveiz foi premiado pela montagem de 'Fim de Partida' de Beckett e no ano passado criou coletivamente um ritual cênico sobre esquizofrenia chamado 'Ostal' paralelamente ao teatro de sombras 'Manchas no Lençol' e a adaptação de 'A Exceção e a Regra' de Brecht para a rua. Atualmente o grupo concentra-se em cinco projetos: 'Pesquisa: Raízes do Teatro' 'Teatro de Rua na Grande Porto Alegre' 'Teatro como Instrumento de Discussão Social' 'Oficinas teatrais' e a confecção de um livro tratando da sua trajetória. Foto: 'As Domésticas' de 85: adaptação de Jean Genet.