Descrição
Duas manifestações lembraram ontem em Porto Alegre a destruição por uma bomba atômica da cidade japonesa de Hiroxima há 36 anos atrás. Pela vida pela paz Hiroxima nunca mais foi o slogan usado nas duas ocasiões uma organizada pela Associação Democrática Feminina Gaúcha e coordenada e outra pelo Comitê pela Paz. Além de lembrarem o massacre ocorrido em Hiroxima no final da Segunda Grande Guerra as duas entidades divulgaram também posições antibélicas e principalmente contrárias à tecnologia nuclear. Durante todo o dia de ontem a ADFG recolheu assinaturas de pessoas contrárias à instalação da tecnologia nuclear. O abaixo-assinado repudia a destruição de Hiroxime e clama por um futuro de paz no mundo. Na porta da sede da entidade (João Telles 522) integrantes do movimento recolhiam assinaturas conversavam com os transeuntes trocando ideias sobre o assunto num trabalho de conscientização. No final da tarde ontem um pequeno grupo do Comitê pela Paz desceu a Rua da Praia numa caminhada com a mesma finalidade apresentando movimento da ADFG. Vestidos de branco com uma faixa no braço e um bolso no peito onde se lê Energia Atômica Não Obrigado os integrantes do grupo distribuíam flores à população. Recebendo algumas manifestações de apoio por parte da população cantaram a música Rosa de Hiroxima enquanto distribuíam cartas que relatavam o que aconteceu em 6 de agosto de 1945. Esta manifestação faz parte de uma decisão adotada no Encontro Nacional de Entidades Ecológicas realizado no mês passado em Guaíra explicou Mario Cabreira. Naquele encontro no Paraná ficou acertado que neste dia seriam realizadas em dezenas de cidades brasileiras manifestações antinucleares. Beatriz Brito enfatizou que além do antinuclear e antibélico a carta distribuída à população lembra as milhares de jovens brasileiras nas guerras das Malvinas de Líbano e outros países. Beatriz Brito pela Paz lembrou ainda existência da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) diz que há um grupo sem controle oficial que pesquisa uma bomba atômica brasileira. Mas Segundo a denúncia o grupo está fixado no Centro Tecnológico da Aeronáutica em São José dos Campos São Paulo. Até agora não houve esclarecimento a respeito desta denúncia nuclear garantiram os integrantes do Comitê.