Descrição
Os 39 anos do lançamento da primeira bomba atômica sobre a cidade de Hiroxima foram lembrados ontem com uma passeata pela paz organizada pelo Movimento Ecológico Integrado e grupo teatral "Oi Nóis Aqui Traveiz". O protesto contra a corrida armamentista percorreu a Rua da Praia desde a Dr. Flores até a Borges de Medeiros na "esquina democrática" onde manifestantes encenaram os absurdos do atual caminho seguido pelas duas superpotências Estados Unidos e União Soviética. Os personagens foram os conhecidos por todos pela gula e desequilíbrio mental que os colocaram no quadro das lembranças do absurdo: um boneco gigante do Tio Patinhas carregando um saco de dinheiro para a fabricação de armas levado por um soldado nazista e um carrasco todo de preto o "Tio Sam" brincando com o globo numa alegoria à loucura de Hitler um bolo de aniversário gigante lembrando os 39 anos da tragédia de Hiroxima um enorme míssil americano carreado por um soldado ignorante uma mulher esfarrapada arrastando panelas vazias e gritando "tô com fome" e mais dois bonecos enormes representando o mundo capitalista (com cara de pateta) e o comunista (a imponência imagem enorme vermelha e fria). A maior das faixas que puxava a manifestação resumia tudo: "Um minuto para a paz. Abaixo os militares e o armamentismo". Ninguém negava estes propósitos embora alguns aparentando medo dos manifestantes chegassem a fugir do assédio do "Tio Sam" que explicava: "Se não fosse a CIA o que seria o que seria?" Outros alegavam o possível surgimento de algum conflito para não parar e entender um pouco dos propósitos dos manifestantes. Mas a maioria era amplamente favorável à manifestação e ao que ela se propunha desde os jovens aos mais velhos. "A defesa pela paz é a melhor luta a ser levada por todos" era a tônica dos depoimentos. Enquanto caminhavam gritando "pelo amor pela paz Hiroxima nunca mais" ou ainda "o Brasil sangra e a ferida é Angra" a passeata pela sua peculiaridade em misturar a encenação teatral sempre bemvinda conseguiu atrair a atenção de muita gente no centro da cidade. A encenação misturavam-se até políticos Paulo Maluf vangloriava o colégio eleitoral e ameaçava botar os corruptos para fora do país.