Descrição
Na Esquina Democrática o protesto da ANAI contra a política do Governo e contra o projeto Calha Norte. "É preciso que a população brasileira tenha consciência de que o Projeto Calha Norte na Amazônia vai dizimar 60 mil indígenas na fronteira com a Venezuela. São lamentável a maior tribo indígena da América Latina que vai desaparecer". O trecho faz parte do manifesto lido pela presidente da Associação Nacional de Apoio ao Índio (ANAI) núcleo de Porto Alegre Cristina Vigilara durante o ato público realizado pelo grupo teatral "Ói Nóis Aqui Traveiz" na Esquina Democrática no final da tarde de ontem assinalando a passagem do Dia do Índio. Interpretando "Teon a Morte em Tupy-Guarani" o grupo simulou a morte dos indígenas caracterizado com pinturas roupas e instrumentos utilizados pelos índios. O visual colorido e diferente chamou atenção de muitas pessoas que estavam saindo do trabalho ou transitando pelo centro da cidade na hora do pique. A presidente da ANAI denunciou também o massacre dos índios Ticunas do Amazonas sem que o mandante do crime Oswaldo Castelo Branco fosse preso pela polícia. Críticas também foram dirigidas à Fundação Nacional do Amparo ao Índio (Funai) acusada de não reconhecer a legitimidade da União Nacional do Índio (UNI) que representa todas as nações silvícolas. Ligados ao Dia do Índio prosseguiu depois da encenação da Esquina Democrática com a abertura de uma mostra no Museu Antropológico com trabalho retratando o índio no Estado e no País. Hoje à noite na parte das Tendas da Tribo na Rua José do Patrocínio será exibido o videodocumentário "Terra dos Índios" realizado por Zelito Viana. Depois haverá debate em torno da situação dos indígenas e seus principais problemas como a criação de colônias agrícolas que segundo a Associação Nacional de Apoio ao Índio transformará o índio "em bóia-fria fazendo dessas colônias verdadeiras favelas".