Descrição
Resumo: O artigo de Antônio Hohlfeldt analisa a trajetória da Terreira da Tribo, sede do grupo gaúcho Ói Nóis Aqui Traveiz, destacando sua resistência cultural e inovação estética em Porto Alegre. Às vésperas de completar dez anos, o grupo, liderado por Paulo Flores, é descrito como uma "cooperativa" de teatro de vivência, que rompe a barreira entre ator e espectador. O texto enfatiza a transição do grupo da marginalidade para o reconhecimento nacional e internacional, mesmo mantendo uma postura política combativa e enfrentando constantes dificuldades financeiras e falta de apoio oficial. Atualmente, o grupo se dedica à ambiciosa montagem de Fausto, de Goethe, reafirmando sua pesquisa de linguagem que utiliza espaços não convencionais e dialetos inventados. Para garantir sua sobrevivência e a manutenção do espaço físico na Rua José do Patrocínio, o grupo busca se institucionalizar através de uma "Associação de Amigos" e apela por apoio governamental para evitar o fechamento da Terreira. O autor conclui que a ausência do grupo deixaria uma lacuna irreparável no panorama cultural gaúcho, sendo um patrimônio que deve ser preservado pelas autoridades e pela comunidade.