Descrição
Cerca de 500 pessoas se manifestaram ontem no Parque da Redenção pedindo o fechamento da rua Luiz Englert cujo intenso ameaça a vida de estudantes e dos animais. Por pouco uma simples manifestação de estudantes e ecologistas no Parque da Redenção não se transforma em tumulto enquanto os manifestantes e soldados do 9º Batalhão de Polícia Militar (BPM). O possível choque só foi evitado pela entrada providencial na manifestação de um grupo de nove crianças entre 6 e 8 anos do Jardim B da Pré-Escola Amiguinhos do Verde todos portando pequenos cartazes em defesa do meio ambiente. As crianças chegaram quando grupo de soldados da BPM se preparavam para formar um cordão disposto a desbestruir o trânsito que estava interrompido por cerca de 500 pessoas que pediam o fechamento da Rua Luiz Englert entre o Parque da Redenção e o campus da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) visando a preservação do minizoo da vegetação e da vida dos estudantes. No final de tarde com intenso fluxo no secretário dos Transportes Elói Guimarães uma comissão dos manifestantes levou as reivindicações a prefeito Alceu Collares. A manifestação iniciou pouco depois das 16 horas quando os integrantes do grupo de teatro "Ói Nóis Aqui Traveiz" totalmente de preto cobertos por uma rede e encenando a morte dos animais fizeram uma passeata do lado de dentro do parque próximos ao minizoo. Pouco depois militantes e ecologistas engrossavam a passeata e resolveram interromper a rua sob o protesto dos motoristas que por ali transitavam. Um policial de moto tentou romper a barreira humana mas teve que recuar sob os gritos de "Abaixo a repressão". Em seguida um grupo de soldados do 9º BPM tentou sem êxito a liberação da pista. Os manifestantes improvisaram um ato público no meio da rua enquanto esperavam a presença do secretário Municipal do Meio Ambiente ou do secretário Municipal dos Transportes para negociarem o fechamento de Rua. A Brigada Militar fez um cordão tentando forçar a saída das pessoas que estavam sentadas na avenida. Foi nesse momento que as crianças da Pré-Escola Amiguinhos do Verde chegaram colocando-se entre os manifestantes e os brigadianos. A menina Fernanda anos reclamou que estava com medo dos soldados mas logo foi acalmada. A professora Carmen Schmidt orientava pacientemente as crianças e explicava às avenidas vizinhas e escola (que fica entre II) que eles Cristóvão Colombo e D. Pedro II) são diariamente outras cinco crianças não chegaram porque foram levados no minizoo. O objetivo era apoiar a luta em defesa da vida dos animais da vegetação e do parque e dos estudantes.