Descrição
As montagens do Teatro Oi Nóis Aqui Traveiz tem se caracterizado pelo inusitado. Os grupos que lá se apresentam seguem uma linha entre o experimental e o underground mas o objetivo principal tem sido sacudir o público mostrando ou ironizando sua participação. É claro que no início os esforços financeiros gerarão polêmicas e protestos. Agora as coisas já estão se tornando bastante repetição de esquema. Com a constante repetição do esquema "O teatro morto" dir uma estreia ou de uma obra na porta da cabeça de espetáculos recolhendo os ingredientes introduzindo o público nas espetáculos entro cortão para a peça de José Vicente. Não há como negar a fertilidade do grupo. Para esta montagem foram abolidas as cadeiras e bancos cabendo às pessoas sentarem-se no chão. Ao som de músicas de discoteca surgem na penumbra choferes das distribuindo para a plateia. Depois de 10 a 15 minutos se de ambientação finalmente começa o espetáculo. É a história de Sugar Brown, uma atriz famosa da Atlântida durante uma viagem pelo Implatora sendo dominada por Mister Flashman e seu assecla. Torna-se difícil avaliar as qualidades do texto, pois humaninhas impressões as experiências sensoriais com o público. Ao que tudo indica Zé Vicente escreveu a peça com base em uma série de vivências num momento de crise existencial ficando bem longe. Um cone de cordas desde do teto cartazes de filmes foram colados numa malha em torno de todo espaço, o público. Dentro deste espaço movimenta-se a platéia. Depois de ambientação finalmente começa o espetáculo e também de pé faltando muito ainda.