Descrição
O Ói Nóis Aqui Traveiz está vendendo um cartaz elaborado com fotografias e textos sobre sua nova peça Ananke a luta pela vida. Com este cartaz o Ói Nóis prossegue com suas publicações vendidas nos teatros cinemas universidades colégios bares e praças. Esta maneira de vender suas publicações não é apenas uma forma de alcançar uma penetração maior junto ao público do que a que seria alcançada pelo esquema de vendas em livrarias mas também uma necessidade do relacionamento direto do grupo com as pessoas e com os lugares onde acontece a vida das ruas. A maneira do Ói Nóis vender suas publicações faz parte de uma prática global do grupo que leva seus modos de atuação a todas as atividades que realiza. O Ói Nóis faz de sua atividade uma presença constante na vida do grupo não apenas a atividade artística que se esgota em ações rotuladas de artísticas. O grupo leva para todos os momentos a sua prática de vida e ação participando de atos públicos pregando a lógica do cotidiano com manifestações de impacto vendendo suas publicações em todos os lugares levando suas peças para fora dos teatros procurando sempre uma relação humana nova onde as ações não sejam marcadas pelo funcionalismo e pelo utilitarismo. Nas peças o grupo chama as pessoas a romperem as relações estanques de ator-público tornando-se espectadores que modificam o roteiro da história. Com o ensaio geral. O grupo formado por João Batista Rezende Jucemar Weiss Maluh Guedes Roberto Torres Paulo Flores Rossana Rosa João Henrique Castilho e Eleonora Villaça convidou todos os artistas a exporem suas práticas olhando criticamente a sua atividade em relação com a autoridade a passividade e obediência ao poder e as hierarquias. Em 1980 junto ao Ói Nóis Aqui Traveiz trabalhou Nelson Rego que desde o ano passado desenvolve uma proposta de ocupação dos espaços por uma arte ativa colocando em sindicatos e outros lugares públicos cartazes com desenhos e textos. Este grupo de pessoas vem realizando intervenções voltadas para a marginal buscando os campos fora do circuito oficial consagrado e permitido para a prática artística enfrentando a necessidade de se viver no espaço da rua e todos os demais espaços fechados para o novo e para a vida. No isolamento com que vários setores do meio artístico de Porto Alegre tentaram cercar o Ói Nóis Aqui Traveiz inclusive não cedendo nenhum dos espaços das atividades do grupo vem sendo rompido pela ação do Ói Nóis junto a outros grupos e pessoas buscando uma comunicação que articule uma nova maneira de fazer vida e arte criando formas e lugares alternativos. A peça Ananke a luta pele vida trata da luta de pessoas que não querem mais suas vidas contidas pelos mecanismos objetivos e subjetivos de repressão e morte programada abrindo a sua estréia várias vezes devido dos obstáculos que o grupo enfrenta estréiará dia 17 de dezembro no Teatro Presidente. O grupo convida todas as pessoas a intervirem em Ananke a luta pela vida e distribuí sen manifesto: Quando a vida é fardo e os gestos consagrados fazem do universo um absurdo É preciso mudar o passo derrubar a ordem dos deuses mortos. Ocupar espaços. Os espaços virgens mágicos de nossa estrada. Se eu for contigo uma força fazendo caminhos não haverá coveiro da liberdade que nos trace o destino.