Descrição
Crítica de Luiz Carlos Barbosa sobre montagem radical de Beckett pelo Ói Nóis. 'Ói Nóis' tribo de atuadores estreia hoje um Beckett radical. Tempo transcorre sem nenhuma dimensão palpável. Espera não tem sentido algum. Ambiente é sufocante, cinzento e entediante. Teatro de Samuel Beckett na interpretação não menos dramática do grupo Ói Nóis Aqui Traveiz que estreia hoje na Terreira da Tribo 'Fim de Partida' texto do dramaturgo inglês escrito em 1957. Como em 'Esperando Godot' (1953) as criaturas 'Fim de Partida' vivem situação limite. Crítica analisa personagens Nagg e Nell com pernas decepadas dentro de latas de lixo Hamm está cego e paralisado numa cadeira de rodas. Quem se movimenta é Clov filho adotivo e criado do grupo. Paulo Flores animador principal do grupo faz questão de ressaltar que montagem resulta de trabalho coletivo da Tribo de Atuadores. Grupo prepara para estrear em março outro que vem em acesso 'A Regra' de Bertold Brecht. Elenco com Maria Rosa e Sérgio Etchichury. Fim de Partida será interpretada de terça a domingo na Terreira da Tribo (Ramiro Barcelos, 228).